O piloto brasileiro Helio Castroneves, do Team Penske de Fórmula Indy, conquistou hoje a 3ª posição para o grid de largada da Honda Indy Toronto, décima etapa do 2010 IZOD Indycar Series, que será disputada neste domingo no circuito de rua da cidade canadense de Toronto. Apesar de não ter garantido a pole, o piloto ficou satisfeito, pois conseguiu um acerto em que o Dallara Honda #3 mantém desempenho semelhante, independentemente do tipo de pneu.
A pole position foi assegurada pelo inglês Justin Wilson, da Dreyer & Reinbold Racing. Will Power, líder do campeonato de companheiro de Castroneves no Team Penske, completou a primeira fila. Os demais brasileiros estão assim posicionados: Tony Kanaan, 8º; Raphael Matos, 11º; Mario Romancini, 17º; Mario Moraes, 20º e Vitor Meira, 26º e último.
Único piloto brasileiro a passar para a fase final da classificação e principal representante nacional na pontuação do campeonato (ver ordem completa abaixo), Castroneves já vinha desde os treinos livres de sexta-feira mostrando desempenho competitivo. Tanto que, mesmo sem utilizar pneus novos no final do segundo treino livre, fechou como o 3º mais rápido do primeiro dia de atividades. No último treino livre cronometrado neste sábado, antes da classificação, esteve o tempo todo no grupo vanguardeiro e concluiu a fase em 4º.
Na classificação, já havia garantido o tempo de 1min00s8159, que lhe garantia a 3ª posição no grid, após sete voltas completadas no Fast Six. Foi quando buscou, em sua oitava passagem pelos 2.800 metros da pista canadense, melhorar a marca. Entretanto, num travamento de roda, desgarrou na terceira das 11 curvas do circuito. Mesmo sem bater, não completou a volta.
Esse desempenho na fase final foi obtido sem utilizar pneus novos com faixa vermelha, visto que optou por colocá-los ainda na segunda parte da classificação para garantir uma posição entre os seis mais rápidos e, dessa forma, fugir dos costumeiros acidentes de largada que quase sempre marcam o início das corridas em traçado urbano.
Castroneves ficou satisfeito com o resultado também por causa do acerto conseguido para os diferentes tipos de pneus e características únicas da pista. “A pista de Toronto é bem difícil pelo fato de ter o concreto bem no meio das curvas. Com os pneus pretos o carro tem uma reação. Já com os vermelhos o comportamento é outro. Então, foi bem trabalhoso acertar o momento certo de utilizar um ou outro. Mas com todos esses desafios são iguais para todos, conseguimos andar muito bem na classificação”, comemorou o piloto, que neste domingo completará 140 corridas na Indy Racing League (IRL), 163 pelo Team Penske e 219 na Fórmula Indy como um todo, incluindo competições da IRL e Championship Auto Racing Teams (CART).








