Deu zebra na Fórmula 1. Seria mesmo verdade considerar desta forma o final do Mundial de pilotos?
Deu zebra na Fórmula 1. Seria mesmo verdade considerar desta forma o final do Mundial de pilotos? Acho que não. Afinal de contas, a competição é cada vez mais equipe ao invés de pilotos isolados. E com a Ferrari nas pistas tudo é possível. Na verdade, o campeonato 2007 teve dois grandes perdedores, Lewis Hamilton, o jovem inglês de 22 anos e a própria Mclaren.
A escuderia inglesa pela arrogância de seu chefe, Ron Dennis. Lewis, porque mostrou que não estava mesmo pronto para o título. O homem amarelou. Deixou escapar o caneco por imaturidade.
No GP Brasil precisava apenas ser quarto, quer dizer, era só correr atrás de Alonso, mas ele não soube se conduzir. No final, prevaleceu a mística do carro vermelho e o campeonato viveu bons momentos com corridas eletrizantes.
Tem razão mesmo o querido Robério Lessa: quem imaginou o fim da F-1 após a saída de Schumacher caiu mesmo do cavalo. Incrível mesmo é a frieza do “homem de gelo”. Até mesmo no momento maior de glória, Kimi Haikkonen é frio como um iceberg. Pena o Felipe Massa não ter podido repetir o feito com mais uma vitória em Interlagos.
Só que dessa vez a estratégia da Ferrari se inseriu perfeitamente na disputa. Coisa bem diferente daquelas armações dos tempos de Schumacher e Barrichello, quando o brasileiro era humilhado pela turma do alemão. Aliás, Rubinho amargou seu pior ano na Fórmula 1. Fechou a temporada com zero ponto, uma lástima total.
O professor Alain Prost, tetracampeão mundial nas pistas, fez grandes revelações ao Esporte Espetacular de domingo. Ele foi a última pessoa a falar com Ayrton Senna momentos antes do fatídico GP de Ímola. O papo foi rápido e durou cerca de três minutos. Segundo Prost, Senna estava para baixo e deprimido. E desconfiava de trapaças eletrônicas da Benetton e seu piloto principal, um tal de Michael Schumacher. O resto é história e tristeza.








